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sábado, maio 01, 2010

Preconceito alienante

Sou mãe... alienada... Ops! Pera aí! Não é alienada de louca, aérea, fora da casinha, como a gente ouve informalmente por aí. É alienada de afastada. Sabe quando a gente compra um carro e se diz que o bem está alienado? Pois é, meu bem (filho) foi alienado de mim por um processo difícil de identificar, e por isso tenho me dedicado a informar você filho, você pai, mãe, avô ou avó. Confesso que estou decepcionada com meus amigos e com minha família... Principalmente os mais próximos, aqueles aos quais pedi que depusessem um comentário, um depoimento anônimo, uma palavra apenas. Medo? Receio de se expor? Não estão interessados, tipo "não tô nem aí"? É estranho... Muitos amigos/familiares acompanharam minha tristeza, minha busca por ajuda, ouviram meus choros, minhas perguntas e agora ouço o silêncio. Este blog é para isso, para mostrar também a dificuldade de sermos aceitos enquanto alienados.
Já não chega sofrermos com a AP e vermos os filhos sofrendo, temos que conviver com o preconceito, algo como uma doença que pode pegar, sabe?
Um filho que fica seis meses sem falar com a mãe... (preconceito: o que será que ela fez para o guri fazer isso?)
Uma mãe que não sabe que o filho se mudou com o pai... (preconceito: por que o pai quis esconder a criança, será que ela está perseguindo o pai?)
Um filho que se sente mal por gostar dos dois, pai e mãe... (preconceito: qual o problema da criança gostar só de um? E se um deles não prestar?)
Um filho que deve procurar motivos para evitar conviver com a mãe...(preconceito: e se ela não for boa companhia, qual problema?)
Uma mãe que não pode estar junto em datas importantes como formatura, aniversários, Natal, dia das mães...(preconceito: ih! lá vem ela se queixar. Se o filho está feliz, é o que importa pra uma mãe)
Uma mãe que não participou de decisões como troca de escola...(preconceito: se é para o bem do filho, está reclamando do quê?)
Posso ficar horas listando dificuldades passadas pela AP, mas faço não para ser a vítima da história, mas para que você, pai, mãe, filho, possa conhecer alguns "sintomas" da alienação e possa buscar ajuda o quanto antes.
Sou mãe

2 comentários:

  1. Acho que só mostrando as facetas desse problema é que nós, simples mortais, que estamos cegos quanto ao problema às vezes tão próximo, seremos capazes de identificá-lo e buscar ajuda para as vítimas da AP (pai, mãe, filhos, avós, etc)

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  2. Sou mãe, tenho a guarda da minha filha e sofro alienação parental. Apesar da regra consistir em o genitor guardião ser o alienante, o meu caso é o contrário. Meu ex, não guardião, é quem move uma campanha difamatória contra mim, perante minha filha, a ponto de querer que ela chame a madrasta de mãe, dizer-lhe que ninguém da minha família presta, que não sou um exemplo a ser seguido, que gasto seu dinheiro da pensão... Tudo isso vem gerando sérios conflitos entre nós. Ela está agressiva, ansiosa e indisciplinada pois tudo que eu digo está "errado", sempre que lhe chamo a atenção é porque quero fazê-la sofrer, que seu pai deve ter razão quando diz que sou irresponsável, negligente e a trato mal porque ele disse que já me conhece há muito tempo...É uma situação muito difícil. Por fugir do padrão que vem sendo debatido largamente, isto é, o genitor não-guardião é o alienante, não tenho encontrado opiniões, jurisprudência e julgados a respeito.
    Alguém tem algum material que trate de caso parecido?

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