Já não chega sofrermos com a AP e vermos os filhos sofrendo, temos que conviver com o preconceito, algo como uma doença que pode pegar, sabe?
Um filho que fica seis meses sem falar com a mãe... (preconceito: o que será que ela fez para o guri fazer isso?)
Uma mãe que não sabe que o filho se mudou com o pai... (preconceito: por que o pai quis esconder a criança, será que ela está perseguindo o pai?)
Um filho que se sente mal por gostar dos dois, pai e mãe... (preconceito: qual o problema da criança gostar só de um? E se um deles não prestar?)
Um filho que deve procurar motivos para evitar conviver com a mãe...(preconceito: e se ela não for boa companhia, qual problema?)
Uma mãe que não pode estar junto em datas importantes como formatura, aniversários, Natal, dia das mães...(preconceito: ih! lá vem ela se queixar. Se o filho está feliz, é o que importa pra uma mãe)
Uma mãe que não participou de decisões como troca de escola...(preconceito: se é para o bem do filho, está reclamando do quê?)
Posso ficar horas listando dificuldades passadas pela AP, mas faço não para ser a vítima da história, mas para que você, pai, mãe, filho, possa conhecer alguns "sintomas" da alienação e possa buscar ajuda o quanto antes.
Sou mãe

Acho que só mostrando as facetas desse problema é que nós, simples mortais, que estamos cegos quanto ao problema às vezes tão próximo, seremos capazes de identificá-lo e buscar ajuda para as vítimas da AP (pai, mãe, filhos, avós, etc)
ResponderExcluirSou mãe, tenho a guarda da minha filha e sofro alienação parental. Apesar da regra consistir em o genitor guardião ser o alienante, o meu caso é o contrário. Meu ex, não guardião, é quem move uma campanha difamatória contra mim, perante minha filha, a ponto de querer que ela chame a madrasta de mãe, dizer-lhe que ninguém da minha família presta, que não sou um exemplo a ser seguido, que gasto seu dinheiro da pensão... Tudo isso vem gerando sérios conflitos entre nós. Ela está agressiva, ansiosa e indisciplinada pois tudo que eu digo está "errado", sempre que lhe chamo a atenção é porque quero fazê-la sofrer, que seu pai deve ter razão quando diz que sou irresponsável, negligente e a trato mal porque ele disse que já me conhece há muito tempo...É uma situação muito difícil. Por fugir do padrão que vem sendo debatido largamente, isto é, o genitor não-guardião é o alienante, não tenho encontrado opiniões, jurisprudência e julgados a respeito.
ResponderExcluirAlguém tem algum material que trate de caso parecido?