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segunda-feira, maio 03, 2010

Saudade dóí?

Tenho muita saudade do meu filho, é uma saudade doída, daquelas que dói fisicamente, sabe?
Até conhecer a alienação achava que saudade doída era metafórico, poético.
Depois senti no peito a dor nada metafórica da saudade de quem poderia estar ali mas não está.
E não é por falta de amor de mãe para filho ou vice-versa.
É simplesmente por ser muito difícil para um filho alienado ficar com os dois pais numa boa. Um dos dois precisa estar errado para o outro se destacar. Um precisa estar longe para não confundir a cabeça do alienado.
Muitas vezes vi meu filho angustiado, e eu, em uma atitude de mágoa, desespero e desconhecimento do processo de alienação cobrava atitude, comportamento, atenção.
Impossível! Onde há um processo de AP francamente instalado a vítima só vê uma alternativa: ficar do lado do alienador.
É difícil entender, mas agora que eu tenho a possibilidade de contar algumas histórias (minhas e de vocês), posso começar a ajudar a compreender e a lutar contra a AP.

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