Estou aprendendo muito a cada dia, envolvida como blogueira e como batalhadora na luta contra a alienação parental.
Tenho recebido e-mails com notícias ligadas ao tema, e confesso que estou assustada com duas situações:
- com a ignorância sobre o assunto, pessoas que têm estudo, bem informadas, que realmente não identificam genitores ou filhos envolvidos em uma situação de AP;
- a preocupante percepção individualista de quem está envolvido mais diretamente com a AP. Na ânsia de resolver o problema, algumas pessoas julgam rápida e superficialmente, condenando o (provável) alienador de forma às vezes até leviana.
Imagino o quanto vai ser difícil a aplicação da lei e a formação de jurisprudência sobre o tema. Equipes multidisciplinares deverão ser bem preparadas para lidar com cada caso e suas especificidades.
O afastamento de pai OU mãe é sempre danosa para os filhos, e a nossa luta deve ir por este caminho: a orientação, a conscientização de pais, mães, avós, familiares para que seja detectada precocemente a alienação e tratada a FAMÍLIA como um todo, evitando-se apontar culpados.
Na alienação, não importa a "pena" a que vai ser condenado o alienador, mas sim, a PROTEÇÃO da criança, do adolescente, do jovem, das vidas futuras que serão abaladas pelas conseqüências emocionais advindas do afastamento do filho de parte de sua família.
Pensando bem, acho que o sofrimento da alienação pode paralisar ou fazer retroceder vidas, mas a vingança, com certeza, não vai ajudar a resolver o problema.
Sou mãe
Parabéns pela iniciativa. A luta pela conscientização desse problema é um passo importante para desimpedir o caminho da maturidade do ser humano em sua forma e direito de amor a si e a seus.
ResponderExcluirMas acho muito difícil o adulto alienado conseguir ter toda essa maturidade de distinguir até onde vai a proteção da criança e a vingaça pessoal contra o alienador... Muito para se pensar!
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